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Seis de Ouros, baralho Asteria

Arcano menor · Ouros

Seis de Ouros

A frase para guardar
Você dá ou recebe dinheiro, ajuda ou recursos, e a troca continua equilibrada quando cada pessoa dá o que a outra é capaz de receber.

Em resumo

Na posição normal
O Seis de Ouros fala de dar e de receber. Você está numa situação de troca em que dinheiro, presentes ou ajuda passam de uma pessoa a outra: você dá, ou recebe, conforme o lugar que ocupa.
Invertida
O Seis de Ouros na posição normal fala de partilha, generosidade e troca equilibrada entre quem dá e quem recebe. Invertido, esse equilíbrio se desfaz: você pode se sentir lesada ou privada do que lhe cabe.

Seis de Ouros, carta na posição normal

O Seis de Ouros fala de dar e de receber. Você está numa situação de troca em que dinheiro, presentes ou ajuda passam de uma pessoa a outra: você dá, ou recebe, conforme o lugar que ocupa. Isso pode tomar a forma de ajuda financeira, de direitos autorais, de um salário, de um empréstimo, de uma doação ou de uma divisão de lucros. Também pode ser o pagamento de uma dívida, um processo ganho ou uma herança recebida. As contas estão equilibradas e os problemas encontram solução. A carta tem a ver também com pedidos de aumento, patrocinadores, investidores, contribuições, acordos fechados e serviços prestados em troca. O que circula não é necessariamente dinheiro: a carta diz respeito também à agenda, à gestão do tempo e à distribuição de outros recursos.

O seis é um número de harmonia, de reciprocidade e de vida social: quem dá precisa de alguém que receba, e o inverso. No naipe de Ouros, a matéria e o dinheiro, é a carta mais favorável, aquela em que tudo se estabelece de forma harmoniosa. Anuncia um sucesso e um ganho nos empreendimentos materiais, com poder, influência e posição. Esse sucesso é a recompensa de um trabalho árduo, e dura pouco: você aproveita por pouco tempo.

Seus pontos fortes

Você sabe também partilhar seus recursos para que a abundância beneficie várias pessoas.

O que te freia

  • No pior dos casos, a situação é uma relação de dominação e de submissão, entre quem tem e quem não tem, com pequenas reformas de fachada ou dependência afetiva ou material.
  • Você pode se mostrar orgulhosa da sua riqueza, insolente por causa do seu conforto ou gastadora.
  • Você dá a partir de uma posição de superioridade, e a relação depende de duas pessoas que combinam entre si os seus lugares: uma quer dominar, a outra quer ser dominada.
  • Uma situação também pode prender você: um trabalho que rende sem satisfazer nem deixar progredir, uma relação infeliz mas confortável, um ambiente em que se dá o suficiente para que ninguém procure em outro lugar.
  • Você dá o que pode se permitir perder e guarda para si seus sentimentos mais profundos, mesmo à vontade com os outros.
  • Você costuma regular o que dá pelo que os outros esperam de você, para evitar o constrangimento.
  • Você acha que sabe do que a outra pessoa precisa, mas projeta nela as suas próprias necessidades e medos.
  • Você pode se sentir constrangida ou assustada com as emoções fortes que lhe mostram, ou ofendida porque lhe oferecem ajuda.
  • Você deve prestar atenção ao que é breve: o sucesso passa depressa.

O que te ajuda

Dar aos outros o que eles são capazes de receber, sem sobrecarregá-los. Se conhecer o bastante e compreender as pessoas para dar aquilo de que elas realmente precisam, em vez do que você acha que elas querem. Se colocar em posição de receber: praticando a meditação, uma arte ou o Tarô, percebe-se que a vida muitas vezes traz, na hora certa, um pequeno empurrão útil. Ajudar os outros com equidade e generosidade.

Amor

Numa relação, um dá e o outro recebe, e os dois combinam bem: uma relação de dominação pode ser muito estável. Você se sente à vontade com os outros, mas retém seus sentimentos mais profundos.

Amizades

Você dá às pessoas o que elas podem receber, evitando deixá-las desconfortáveis.

Seis de Ouros, carta invertida

O Seis de Ouros na posição normal fala de partilha, generosidade e troca equilibrada entre quem dá e quem recebe. Invertido, esse equilíbrio se desfaz: você pode se sentir lesada ou privada do que lhe cabe. O desejo se sobrepõe à equidade, e há uma distância duradoura entre o que você quer e o que obtém.

No plano do dinheiro, os ganhos esperados podem não se realizar, o lucro pode se revelar ilusório, e um dinheiro emprestado ou recebido pode ser mal usado ou não ser devolvido. Você também pode ter que pedir, negociar ou prestar favores, ou receber ajuda acompanhada de condições desagradáveis.

Nas relações, a carta invertida mostra uma falta de generosidade: quem tem mais poder dá medindo o que pode se permitir, e não divide de verdade. Mostra também o ressentimento de quem recebe caridade, ou a pena que a acompanha. Você pode ver os outros como pouco generosos ou nunca satisfeitos, quando é você que projeta essa falta neles.

Você também pode recusar a caridade, negando as suas próprias necessidades ou as dos outros. Se você foi maltratada ou ignorada no passado, pode ter fome de atenção. Também acontece de a carta indicar uma situação em que a disparidade de poder cresce e você tem vontade de restabelecer a balança. Ela pode enfim dizer que você derruba as hierarquias sociais e recoloca todo mundo no mesmo nível.

No plano de acompanhar os outros, ela pede que você discirna o que cada pessoa está pronta para receber e é capaz de administrar. Algumas esperam soluções rápidas, que uma pessoa sábia sabe não dar. Ela também pode designar quem revela um pouco para obter depois somas maiores.

O que te freia

  • Você sente uma falta: o que recebe nunca preenche a distância em relação ao que deseja.
  • Você pode ser invejosa, ciumenta ou ávida, e se mostrar ingrata.
  • Você pode recusar ajuda, ou negar as suas necessidades e as dos outros.
  • Você pode dar sem se comprometer de verdade, medindo o que aceita perder.
  • Você às vezes espera resultados rápidos ou um ganho fácil que não vêm.

O que te ajuda

  • Dar um presente a si mesma, se você foi tratada sem consideração ou ignorada.
  • Transformar em doação um empréstimo que você não tem certeza de que será pago, ou não emprestar, ou guardar uma reserva.
  • Rever como você gasta o seu tempo e o seu dinheiro, e como melhorar a sua situação para levá-la ao nível que você almeja.
  • Quando você está em posição de força, dar com mais liberdade em vez de medir o que pode se permitir.

O que a carta mostra

O que a imagem mostra

Uma pessoa vestida de comerciante pesa dinheiro numa balança e o distribui a pessoas necessitadas. No Seis, elas encontraram uma fonte de caridade. Uma pessoa está acima de duas outras: a imagem forma uma hierarquia, com quem dá em cima e quem recebe embaixo. Os dois mendigos estão de joelhos. A balança está em equilíbrio. O personagem tem apenas a aparência de comerciante: pode representar um professor, ou uma doutrina religiosa ou psicológica.

O que significam a balança e o gesto

A balança remete à Justiça, ou seja, à verdade como força viva que mantém o universo em equilíbrio. O comerciante faz aqui o papel que o velho da porta faz no Dez de Ouros. A vida dá o que você precisa e o que pode usar, principalmente quando você se coloca em posição de receber. Ela dá um pequeno impulso no momento em que ele mais lhe serve. O comerciante também mostra o seu sucesso na vida e a sua bondade.

O sentido geral da carta

O Seis de Ouros fala de partilha, generosidade e caridade. Fala também de presentes, gratificação, atenção, vigilância e prosperidade atual. O seis é o ponto mais alto do seu naipe e do seu elemento. É um número de harmonia, reciprocidade e preocupações sociais: quem dá precisa de alguém que receba, e quem recebe precisa de alguém que dê. Você pode ser quem dá ou quem recebe: dinheiro, presentes, ajuda, ajuda financeira, salário, empréstimo, divisão de lucros. O que é distribuído não é necessariamente dinheiro: a carta também pode dizer respeito à organização do tempo e à partilha de outros recursos. No melhor dos casos, mostra uma abundância que circula e uma caridade justa e generosa. No pior, mostra uma situação de dominação e submissão, entre quem tem e quem não tem, com codependência. A imagem se lê de forma diferente conforme a pessoa com quem você se identifica.

A relação entre quem dá e quem recebe

Quem dá o faz de uma posição de superioridade. Como as pessoas combinam bem, esse tipo de relação costuma ser muito estável: uma quer dominar, a outra quer ser dominada. A posição baixa não é necessariamente uma fraqueza: a pessoa dominada costuma ser a que deu início à relação e faz questão de mantê-la, mesmo quando a outra gostaria de mudá-la. A hierarquia também pode ser uma situação, afetiva, econômica ou de outro tipo, que dá muito pouco às pessoas, só o bastante para que não procurem outra coisa. É o caso de um emprego que paga um pouco sem satisfazer nem oferecer progressão, ou de uma relação em que as pessoas são infelizes, mas acomodadas. Nada está realmente reconciliado, mas a situação mantém o seu equilíbrio e continua.

Uma generosidade medida

O personagem não dá espontaneamente: a balança mostra que ele mede o que pode se permitir, ou seja, aquilo cuja falta não vai sentir. No plano afetivo, isso descreve uma pessoa que entra em contato com os outros com facilidade, mas guarda os seus sentimentos mais profundos. A relação vem dos dois lados: muita gente só aceita “presentes” limitados, e uma emoção forte pode incomodar ou assustar. Algumas pessoas recusam a caridade e colocam toda oferta de ajuda nessa categoria. O Seis de Ouros pode, portanto, dizer que a gente dá às pessoas aquilo que elas são capazes de receber. A maioria das pessoas dosa a generosidade conforme o que os outros esperam delas, para não incomodar nem a si mesmas nem os outros. Dar a alguém aquilo de que a pessoa precisa, e não apenas o que ela acha que quer, exige muito autoconhecimento e conhecimento da psicologia humana. Poucas pessoas conseguem: muitas acreditam ver a necessidade do outro quando, na verdade, projetam nele as próprias necessidades e medos.

O sentido espiritual

A religião e os ensinamentos esotéricos dão às pessoas aquilo que elas são capazes de receber. Muita gente não pode, ou não quer, receber um ensinamento religioso ou psicológico em sua forma completa. Se você dá mais do que as pessoas podem receber, elas deixam de ouvir. O valor de uma disciplina como a meditação, o tarô ou o trabalho artístico está também no estado de espírito que se assume ao praticá-la: o próprio trabalho muda você. Ao olhar essas imagens, você se coloca em posição de receber o que elas dão.

No modelo da Golden Dawn

Uma mão branca e radiante sai de nuvens e segura um galho de roseira com rosas brancas e botões, cada um tocando uma moeda. As seis moedas estão dispostas em duas colunas de três, com os símbolos de Touro e da Lua. A carta significa sucesso e ganho nos empreendimentos materiais, prosperidade nos negócios, poder, influência, posição social, nobreza e autoridade sobre os outros. Descreve alguém de sorte, bem-sucedido, liberal e justo.

O que te freia

  • Você dá medindo o que pode se permitir perder.
  • Você se sente à vontade com as pessoas, mas guarda os seus sentimentos mais profundos.
  • Você acredita ver do que a outra pessoa precisa, mas projeta nela as suas próprias necessidades e medos.
  • Você pode se colocar numa posição de superioridade quando dá, ou ficar numa posição baixa quando recebe.
  • Você pode ficar orgulhosa da sua carteira, arrogante de tanta abundância, ou gastadora.

O que te ajuda

Dar às pessoas o que elas podem receber, e não apenas o que você acha que elas querem. Se conhecer melhor, para reconhecer a necessidade real da outra pessoa. Se colocar em posição de receber. Lembrar que todo sucesso é temporário.

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